quinta-feira, 29 de Maio de 2008

Danças com Petróleo

Socrates deve ser por estas horas um Primeiro-ministro mais preocupado do que era há seis ou sete meses atrás. A constante dança do preço do petróleo torna, a cerca de ano das eleições, o Engenheiro José numa posição delicada.
E como uma desgraça nunca vem só, para além da consequente subida em flecha do custo dos combustiveis, o nosso PM terá que se debater com os problemas que este facto, aliado ao "sobe-sobe" do ouro negro, acarretam.
Os pescadores vão entrar em greve à meia noite do dia 30 de Maio, situação que irá provocar mais um rombo nos bolsos dos portugueses. Quando na próxima semana quisermos ir comprar um peixinho para grelhar no almoço de Domingo, o mais provavel é encontrarmos preços de deixar os nervos em franja.
Quem também se prepara para seguir o exemplo dos pescadores são os agricultores. Bom, parece-me que este ano as dietas para deixar os corpos esbeltos para as férias~não vão ser à base de legumes.
Mas... falei eu em férias... Férias? Com os preços assim como é que o vulgar Português, com o seu ordenado mínimo de cerca de 430 euros (chega para 284,76821 litros de combustível), podem aspirar a ir descansar onde quer que seja?
O sensato seria que quando os mercados apresentavam indicios de crise, aqui há uns meses atrás, o Senhor Primeiro-ministro tivesse mandado quem de direito fazer um estudo para ver o que viria aí. Mas não. Em vez disso vangloriava-se ele de, entre outras coisas, ter os idosos com mais de 65 anos (isentos, portanto) a pagar apenas 50% das taxas moderadoras dos Hospitais.
A questão que deve neste momento preocupar Socrates deve neste momento centrar-se com 2009. Como irá ele recuperar aos olhos dos Portugueses a credibilidade que a questão do petróleo veio tirar? E a Oposição? Saberá criar um rumo para mostrar que é alternativa? A ver vamos o que se segue.
Eu faço uma aposta... Esta semana a Gasolina vai voltar a aumentar!

quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Benfica, que futuro?

Mais uma Época desportiva que finda, mais um desaire para o Benfica. Que solução?

Esta época foi marcada por grande instabilidade interna no SLB, treinadores despedidos na 1ª jornada, o salvador Camacho também pouco resolve e bate com a porta, com a imagem desgastada mostrando nas suas derradeiras palavras como treinador deste clube todo o seu desalento e desespero quanto à situação actual do mesmo. Surge Chalana, um homem da casa, uma solução de recurso, não estando em causa a cultura futebolÍstica do mesmo, contudo seria facil prever que dificilmente iria trazer algum valor acrescentado a uma equipa completamente descrente.

Em suma, o homem do leme deste grandioso Clube esta época apenas conseguiu manter a incerteza até ao fim, quanto à participação na maior prova Europeia, para não falar de todas as frentes que o Benfica disputou sendo sempre um potencial vencedor, acabando por não vencer qualquer uma.

Na minha opinião como observador democrático e em particular como sócio desta instituição, pede-se que a proxima época seja encarada de forma mais séria e sensata, não se vendendo ilusões a todos os simpatizantes e adeptos deste clube, pois sendo estes uma grande fonte de receita do Clube bem como, o seu próprio corpo, que transparece toda a sua grandeza, não merecem certamente tal tratamento. Pede-se certamente a LFVieira que não se deixa iludir com os milhões de um homem de negócios, que tarde demonstrou toda a sua sensibilidade e perferência clubística e que tal como referi, é um homem de negócios, logo nunca hesitará o fecho de um bom negócio, com uma consideravel margem de lucro em seu proveito, contrapondo assim com a defesa dos interesses desportivos do Benfica. Espera-se também, que a aposta na formação do clube deixe de ser uma miragem, pois este é sem duvida o caminho que qualquer clube português terá que seguir, porque não pode criar uma " Economia Futebolística " completamente diferente da economia acutal do País, com passes de jogadores completamente inflaccionados ou pagamento de salários completamente descabidos no que diz respeito à nossa dura realidade. Terá sim que formar, para mais tarde "exportar" e conseguir assim uma fonte de rendimento considerável, equilibrando assim toda a estrutura financeira do clube, pois só assim poderá prosperar no futuro. Ha muito tempo que a balança de pagamentos da economia do Benfica, está desiquilibrada, isto é as "importações" são em larga escala superior às " exportações", ou seja, presenciamos por exemplo, uma aposta clara, pouco criteriosa e dispendiosa em jogadores Sul Americanos sem benifícios desportivos visiveis. Pergunta-se, porquê descartar jogadores como Miguel Vitor, Romeu Ribeiro ou até mesmo João Coimbra, sendo todos eles o sumo retirado de todo o investimento efectuado na formação do clube, constituindo assim um grande contrasenso e contrapondo com contratações como a de Bergessio, Miguelito ou Butt, visto que, são alternativas bem mais dispendiosas para os cofres do clube e em termos de retorno desportivo não convence.

O Benfica, após a conturbada, injusta e mal contada saída de José Veiga espera e desespera por um elemento que possa ingressar na sua estrutura directiva e que possua acima de qualquer outra qualidade, conhecimento futebolístico e que se mova e fale essa mesma "linguagem" com confiança e reconhecimento. A solução passará por Rui Costa, sem dúvida, um excelente profissional reconhecido em qualquer meandro do futebol Mundial, em que se espera que toda a sua classe, elegância e seriedade que possui fora das quatro linhas, seja suficiente para apelar ao sentimento de qualquer bom jogador, que possa de facto vir a ser não daqui a 5 anos, mas presentemente uma mais valia para o Benfica. Contudo, Rui Costa não é, nem nunca foi, um empresário e como tal não possui toda a " arte e engenho " que uma pessoa com esse perfil tem, a frieza e o calculismo necessário para o fecho de negócios de grande dimensão em que os direitos, neste caso, do Benfica sejam sempre bem defendidos, nunca descurando uma visão de longo prazo onde o retorno nunca poderá ser esquecido.

Contudo, para que tudo encaixe na perfeição também é necessário uma sensibilidade diferente da futebolística e que Rui Costa não possui, sem duvida, que o gabinete desportivo do estádio luz terá que possuir duas secretárias, uma para Rui Costa e outra para José Veiga que se complementariam na perfeição, jogando com a sua reconhecida habilidade, contudo em "campos" diferentes mas que iriam convergir para um bem estar comum, o regresso ao sucesso desportivo do Sport Lisboa Benfica.


Saudações Benfiquistas,

Um Abraço,

João Barroca


quarta-feira, 9 de Abril de 2008

EMPREGO vs EDUCAÇÃO

É cada vez mais importante debater temas como a educação, a formação profissional e o emprego, realidades que cada vez mais estão longe de andarem de mãos dadas.
Pertencemos à geração mais qualificada mas com níveis de desemprego mais elevado, passado o que se revela uma preocupante contradição. Se num passado recente a licenciatura garantia a entrada directa no mercado de trabalho, hoje em dia é um passaporte para o desemprego. E quando se trata de curso da área social, então entraremos no desemprego de longa duração, quase definitivo.
Este governo prometeu criar 150.000 novos postos de emprego. Segundo a teoria do Primeiro-Ministro, este despede 150.000 empregados e emprega 150.000 desempregados e está cumprida a promessa que lhe valeu a vitória nas últimas legislativas.
O Estado tem vindo a ser alimentado por uma poderosa máquina fiscal que, sem método e sem critérios de legalidade, tem espalhado a injustiça fiscal a coberto de “slogans” de moralidade aos fracos e de impunidade aos fortes – veja-se como são intocáveis a banca e os seguros.
O investidor procura realizar-se num mercado que se apresenta como atraente, o que não é o caso do nosso. O empresário - investidor procura fundamentalmente investir com segurança, e esta é oferecida pela qualificação dos quadros e tecnologia avançada, pela justiça fiscal e pelo valor da mão-de-obra.
Hoje em dia as empresas preferem recrutar pessoas habilitadas com cursos profissionais do que pessoas com cursos superiores porque pagaram muito menos e exigem muito mais.
A saída para a crise estará numa aposta por parte do governo e do poder local no incentivo ao empreendedorismo?
A educação tem que ser, num primeiro plano, a prioridade globalizadora de um país pouco desenvolvido como é o caso do nosso. A formação dos nossos jovens é, num segundo plano, o garantir do futuro deste país.
O Governo implementou um projecto intitulado por “Novas Oportunidades” com objectivo de qualificar as pessoas menos habilitadas, de qualquer faixa etária. Até aqui tudo bem. Mas o modelo como é feito esta formação, baseada no facilitismo, na superficialidade e na precariedade, está votado ao fracasso a médio e longo prazo.
O programa “Novas Oportunidades” apresenta-se como meio gerador da aparência de um país mais qualificado, que tem como frente avançada a engenharia estatística revelada ao sabor dos números que o Governo gostaria de ter mas que a realidades teima em não convencer. Se assim não fosse como se explicaria o abandono do país por percentagem significativa de jovens estudantes e quadros docentes para universidades estrangeiras?
O emprego mostra-se cada vez mais precário, menos estimulante, menos diversificado, menos remunerado e há muito que deixou de constituir factor fundamental do projecto de vida dos jovens.
Quer na função pública, quer nas empresas, a experiência acumulada pelo exercício da função ou da profissão, passou a ser critério para fundamentar o despedimento, engrossar as listas dos disponíveis e corroer as estruturas financeiras da segurança social.
Actualmente o próprio trabalhador não qualificado, cujo salário se deteriorou de forma significativa, tem de recorrer ao rendimento social de inserção para poder sobreviver com o mínimo de dignidade.
Sendo a família a célula estruturante da sociedade, os factores que a sustentam devem ser poder/dever de cada cidadão, estimulados pelo Estado e fortalecidos pelo Governo, de forma a que cada família possa contribuir com dignidade, igualdade de oportunidades e justiça para uma sociedade equilibrada, serena mas interventiva, competitiva mas solidária, ambiciosa mas humanizada.

segunda-feira, 31 de Março de 2008

“Falam falam mas não dizem nada…”


Não há problema que um bom Gabinete de Comunicação não resolva. Por mais incompetentes ou desajeitados que sejam os líderes de uma estrutura em termos de oratória, se estes estiverem bem resguardados por um bom assessor ou por um bom técnico de comunicação, dificilmente haverá focus de polémica à sua volta.
Não seria certamente à toa que na Grécia antiga se praticava a arte da retórica. Não é certamente ao acaso que os grandes líderes mundiais dos nossos tempos escolhem sempre os melhores assessores. A comunicação é e será uma arma a explorar em política. O político que menosprezar esta ferramenta estará a colocar-se a jeito de ser atacado pelos seus opositores sem ter um escudo para essas investidas.
Caso prático de um bom trabalho de comunicação: O nosso Governo. Poucos de nós terão dúvidas da incompetência de algumas medidas que José Sócrates e a sua administração têm aprovado. No entanto, cada vez que vem a público, o nosso Primeiro-ministro mostra sempre uma certeza total naquilo que está a dizer, escolhendo muito bem as palavras que utiliza. Tão bem que chega a fazer-me pensar que está a ler uma espécie de tele-ponto ou coisa que o valha. A verdade é que no gabinete de comunicação do governo se está a trabalhar bem. Só pode ser assim, caso contrário como se explicaria que após tantas medidas impopulares, as sondagens ainda lhe atribuam a vitórias nas próximas eleições?
Mas pergunta o caro leitor onde quero eu chegar com esta conversa? Quero chegar aquele que penso ser um dos maiores problemas dos políticos da nossa praça – Má política de comunicação.
Porque quando se concorre a qualquer tipo de eleições não basta que se tenha motivação para mudar o que está mal. Não chega ter um bom programa. É preciso que as pessoas o percebam. É preciso que quem vota saiba por “A + B” o que está mal e como nos propomos a mudar. É preciso falar com as pessoas. Há quanto tempo não vejo um político andar na rua a conversar com os seus eleitores? Refiro-me a ter sempre presente as preocupações das pessoas, em saber a opinião delas, não em andar pelas feiras e mercados, qual Paulo Portas. É na proximidade que se ganham votos. É na cumplicidade que se gera com a população que está o ponto de viragem.De uma vez por todas entendam que não é só falar. É preciso que se saiba efectivamente do que se está a dizer e, acima de tudo, que as pessoas compreendam. Mas parece que apenas só o Sócrates (o Primeiro-ministro, não o filósofo) chegou lá. Mais uma arma para ele, mais um tiro no pé para a oposição.

terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

A JUSTIÇA DE CRITICAR A INJUSTIÇA

A justiça de exigir uma resposta clara das opções políticas deste Governo é inquestionável. José Sócrates, usando uma realidade moldada à sua medida, caracteriza o país à imagem de um mundo social e económico que só existe nas mentes distorcidas da nossa classe governante. Preocupa-me, enquanto cidadão mas sobretudo jovem, o futuro de Portugal. Por vezes não é fácil admitir uma alternativa, tornando-se preferível conviver com a dificuldade vivida no dia a dia por cada um e pela sociedade. Eu não posso aceitar que o país se resigne, que a sociedade esqueça e que o Governo desgoverne. Há que apresentar alternativas, admitir o erro e Governar com sentido de Estado em nome do respeito que cada português merece.
Este Governo de Sócrates e seus pupilos parecem ter um só motivo: enganar Portugal com o número dos números. O encerramento dos serviços públicos por todo o país, a subida dos impostos e das taxas, são reformas que não resolvem os problemas que os portugueses vivem diariamente, pelo contrário, agravam-nos. No entanto estas “reformas” contêm a despesa e logo surge o Governo numa manifestação de vitória gloriosa cheia de pompa num comunicado televisivo, como de resto nos têm habituado, exaltando o sucesso das suas políticas, terminando como sempre com o tão querido «deficit abaixo dos 3%». A ideia que passa é simples, o Governo está a trabalhar bem, a despesa está a descer e o país a crescer! Não há maior mentira! O dia a dia mostra que se vive cada vez pior, as PMEs são cada vez menos competitivas, os portugueses cada vez mais endividados, desempregados e os jovens, esses, emigram cada vez mais em busca de melhores oportunidades. Mas o Sr. Primeiro Ministro parece ficar feliz com a desgraça que paira sobre Portugal.
Gostaria de deixar uma palavra sobre a reforma do mapa judiciário que em breve se discutirá publicamente. A teimosia de reformar com base em critérios economicistas não merece, de todo, a minha aprovação. Infelizmente, parecem ser esses os critérios que norteiam esta reforma da justiça que visa terminar com as comarcas judiciais que hoje em dia existem em quase todos os concelhos criando, em sua substituição, os chamados “super tribunais”, estes com competência generalizada, abrangendo um território que por vezes corresponde ao distrito, como é o caso de Castelo Branco…um perfeito disparate! Esta medida não previligia a natureza das regiões e é elaborada sem reconhecer as necessidades das populações, ou o mérito dos tribunais; centralizar a justiça é um grande erro. Lá que se faça ajustamentos na organização dos tribunais nos grandes centros urbanos ainda é aceitável, não o é, face às consequências sociais que representa, que essas reformas sejam extensíveis às regiões do Interior. Esta reforma, não tenho a mais pequena dúvida, irá afastar a justiça dos cidadãos e prejudicar, em grande medida, a economia local das cidades do Interior. O Governo justifica a reforma dizendo que as pessoas vivem hoje mais próximas, graças à melhoria das vias de comunicação, o que demonstra um total desconhecimento da realidade do país.
O Estado são todos os portugueses, merecendo de igual o mesmo acesso à justiça independentemente dos processos que cada tribunal tem anualmente. O que está em causa não são os números mas sim as pessoas e os seus direitos e essa deve ser a única preocupação de um Governo e não a loucura dos cortes orçamentais. A justiça não se quer rentável, é por isso que os portugueses pagam os seus impostos.
Termino, lamentando que o Governo de Portugal cumpra os seus objectivos às custas do sofrimento social de todos nós, Portugueses, e não pelo combate ao despesismo do Estado como devia ser sua obrigação.


Jorge Moutinho Garcez
Membro da Assembleia Municipal do Fundão
Vice-Presidente da Associação Académica da Universidade Autónoma de Lisboa – Faculdade Direito

domingo, 6 de Janeiro de 2008

CARTAXO – “CAPITAL (HIPOTÉTICA) DO VINHO”


O vinho do Cartaxo há muito que goza de um estatuto, diria mesmo, que goza de uma mística a nível nacional, mística essa criada pela famosa frase de António Silva sobre a sua ida até ás termas do Cartaxo no filme Pátio das Cantigas.
Em 2002 o Presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas, em jeito de aproveitamento político lançou um projecto com a designação de “Cartaxo – Capital do Vinho” com o objectivo de valorização da identidade do concelho e divulgação dos vinhos do Cartaxo.
Após cinco anos de projecto todos nós temos a convicção que pouco ou nada se alterou na divulgação dos nossos vinhos, isto é, a marca Cartaxo – Capital do Vinho ainda não saiu deste nosso bonito concelho.
Fiquei extremamente surpreendido pelo tamanho absurdo que ouvi, dito por um membro da bancada do PS na última assembleia municipal ordinária, onde referia, após uma moção apresentada pelos socialistas, que Paulo Caldas tem mantido uma postura e tem exercido um excelente trabalho na divulgação do vinho do Cartaxo. Esta afirmação deixou-me incrédulo, visto que, o que tem sido divulgado não é o vinho do concelho mas sim a imagem de Paulo Caldas, muitas vezes com um copo de vinho na mão. É em revistas conhecidíssimas como o caso da Visão, da Focus, é na televisão e nos jornais que, tenho visto a imagem de Paulo Caldas e não a do vinho do Cartaxo. Quando vemos o nosso presidente num festival de divulgação de vinhos nunca o apanhamos com um copo de vinho do Cartaxo mas de outros concelhos. O mais bizarro foi o episódio de Paulo Caldas oferecer a um Secretário de Estado ginjinha que, com certeza não era do nosso concelho. São episódios infelizes que o nosso presidente já nos habituou e que nos leva a concluir que o projecto Cartaxo – Capital do Vinho não é mais do que um aproveitamento pessoal para a projecção do seu nome a nível regional, pois que não chega ao nível nacional.
Na minha modesta e observadora opinião o projecto Cartaxo – Capital do Vinho tem que passar por um apoio incondicional por parte da autarquia aos pequenos e médios produtores, por um acompanhamento e auxílio financeiro à Adega Cooperativa do Cartaxo e por uma enorme campanha de marketing da marca, pois só assim o nosso vinho será conhecido e apreciado fora do concelho.
A União Europeia recentemente tomou medidas sobre o vinho, uma das quais passa pelo arranque de vinha, outra pela produção de vinho com adicionamento de açúcar e outra protecção dos grandes produtores europeus. Mas sobre estas matérias, nem Paulo Caldas nem a sua patrocinada Associação de Municípios Produtores de Vinho, cuja sede se fixou no Cartaxo, nada esclareceram nem tomaram qualquer medida de protecção do projecto.
Por falar na AMPV – pergunto – que peso tem o Cartaxo nesta associação para a promoção do seu vinho em face de algumas potências do sector, como são os concelhos de Mealhada, Borba, Redondo, Lamego, Palmela, Cantanhede e Vila Real, entre outros ?
O Cartaxo só pode assumir-se como Capital do Vinho enquanto houver vinhas no concelho e delas se extrair o vinho, enquanto houver produtores – pequenos, médios e grandes - técnicos, escolas de formação profissional na área vitivinícola, empresas e mercado do e para o nosso vinho. O vinho do Cartaxo é uma marca muito forte mas só enquanto se mantiver a sua genuinidade. E nestes aspectos, pergunto – o que tem sido feito pelo Sr Presidente Paulo Caldas ?
Isto de ir a uma grande superfície comercial e não ver exposto nenhum vinho do Cartaxo, é grave e nega toda a propaganda que possa ser feita. A marca do vinho do Cartaxo pertence aos produtores e habitantes do concelho e não a qualquer individualidade pública para sua promoção pessoal, por muito que o Cartaxo lhe possa dever.
Deixo aqui uma pequena reflexão: “O Vinho do Cartaxo não terá mais valor e consideração do que lhe estão a dar?”

Nova Lei do Tabaco

A nova lei do tabaco, ao que tudo indica veio para ficar e actualmente está a ser encarada com todo o rigor, por fumadores, nao fumadores, proprietarios de espaços como cafés, bares, restaurantes ou discotecas. Se é certo que esta medida será sem duvida benéfica, para a saúde e bem estar de uma sociedade em geral, pois todos nos vamos passar a respirar um ar mais puro e saudável, contudo tenho as minhas duvidas relativamente ao facto do povo português não estar " educado " para acatar seriamente uma medida como esta. Concordo inteiramente, com o facto de ser proibido fumar em espaços como restaurantes ou ate mesmo cafés, pois será uma forma justa de acabar com os fumadores passivos, proporcinando lhes assim um maior bem estar. Por outro lado, no que diz respeito a bares e discotecas, penso que são espaços mais alternativos e globais, logo os seus frequentadores, terão que estar preparados para encarar um ambiente fumador.
Penso que nesta fase inicial ou mesmo numa fase posterior, esta medida foi instaurada de uma forma demasiado rígida, podendo assim criar um impacto negativo na economia de muitos estabelecimentos comerciais, visto que, o investimento a realizar para ser possivel fumar em determinados espaços, é bastante elevado, condenando assim grande parte dos empresário do ramo hoteleiro.

Deparei me com esta frase num jornal " Mais de metade dos cafes e restaurantes em Portugal correm o risco de fechar com a nova lei do tabaco ", ou seja, se vamos melhorar o ambiente será viavel piorar a economia do nosso país, que tao debilitada se tem mostrado nos ultimos anos?

Na minha opinião esta lei deveria ser mais flexivel, ao ponto de evitar que esta situação se venha a tornar numa realidade dura para o nosso país que terá consequências a medio\longo prazo na sociedade em geral.



PS: Talvez os empresários que comercializam extractores de fumo encontrem aqui a sua galinha dos ovos de ouro..



Com os melhores cumprimentos,

Joao Barroca